domingo, 11 de março de 2007

Umberto Eco/O nome da rosa


Minha opinião

Este romance "policial" que se passa em meados do século XIV é uma excelente opção para boas horas de lazer e porque não, aquisição de conhecimento histórico. Em um monastério com grande tradição de guardião do conhecimento, com uma biblioteca enorme que é um verdadeiro labirinto, assassinatos mistériosos acontecem. Um monge inglês conhecido por sua inteligência e perspicacia é chamado para investigar. Nesse ponto ocorre um choque entre as crenças religiosas que explicam estes estranhos "crimes" através de supertição, bruxaria e a vontade de Deus, com o que podemos chamar como ciência "rudimentar" representada por esse monge inglês, que tenta e consegue elucidar os crimes por meio da busca de fatos consistentes, pela analise critica, por uma investigação "livre" de influências religiosas. Este ótimo romance nos fala de forma simples sobre um importante fato histórico, o fim da idade das trevas e o ínicio do que mais tarde passou a ser conhecido como ciência moderna. Mas para saber como é essa investigação, os motivos que levam a esses crimes e como acontecem você tera de fazer como eu, e viajar também neste livro...





Sobre o autor
Umberto Eco nasceu no dia 5 de janeiro de 1932, em Alessandria, Piemonte, na Itália. Filho de Giulio Eco e Giovanna Bisio, mudou-se com sua mãe para uma vila nas montanhas de Piemonte durante a Segunda Guerra Mundial. Começou a estudar Direito, incentivado por seu pai, na Universidade de Turim. Depois, decidiu deixar os estudos de Direito para se dedicar à Filosofia Medieval e à Literatura. Em 1954, doutorou-se em Filosofia. Começou, então, a trabalhar como editor de programas culturais na RAI, rede de televisão estatal italiana. Publicou seu primeiro livro em 1956, Il Problema Estetico in San Tommaso. Três anos depois, perdeu seu emprego na RAI, mas conseguiu muitos trabalhos como professor e conferencista, além de se tornar editor de literatura de não-ficção da Casa Editrice Bompiani, em Milão. Eco escreveu colunas para diversas publicações, destacando-se: Il Verri, Corriere della Sera, L'Espresso, Il Giorno, La Stampa, Il Manifesto e La Repubblica. Em 1962, publicou o livro Obra Aberta. Nesse mesmo ano, casou-se com a instrutora de arte Renate Ramge. Trabalhou como professor de Comunicação Visual em Florença e de Semiótica em Milão. Nessa época, escreveu muitos ensaios e livros sobre semiótica. Em 1971, tornou-se professor de Semiótica da Universidade de Bolonha. Organizou o primeiro congresso da Associação Internacional para Estudos da Semiótica em 1974. Ao longo de sua carreira, lecionou como professor visitante em instituições de ensino de vários países.

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Sobre o livro

Ficção de estréia de um dos mais respeitados teóricos da semiótica, O Nome da Rosa transformou-se em prodígio editorial logo após seu lançamento, em 1980. Tamanho sucesso não parecia provável para um romance cuja trama se desenrola em um mosteiro italiano na última semana de novembro de 1327. Ali, em meio a intensos debates religiosos, o frade franciscano inglês Guilherme de Baskerville e seu jovem auxiliar, Adso, envolvem-se na investigação das insólitas mortes de sete monges, em sete dias e sete noites. Os crimes se irradiam a partir da biblioteca do mosteiro - a maior biblioteca do mundo cristão, cuja riqueza ajuda a explicar o título do romance: "o nome da rosa" era uma expressão usada na Idade Média para denotar o infinito poder das palavras. Narrado com a astúcia e graça de quem apreciou (e explicou) como poucos as artes do romance policial, O Nome da Rosa encena discussões de grandes temas da filosofia européia, num contexto que faz desses debates um ingrediente a mais da ficção. O livro de Eco é ainda uma defesa da comédia - a expressão do homem livre, capaz de resistir com ironia ao peso de homens e livros.

Um comentário:

Adriano Tardoque disse...

Caríssimo, parabéns pelo blog, principalmente pelo nível dos livros escolhidos.

Aproveito para solicitar que faça uma visita em meus "pensamentos".

Obrigado e grande abraço!